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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

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Rede de pesca sustentável vence o prémio Dyson

Mäyjo, 30.12.13

Um jovem designer desenvolveu um sistema de saídas de emergência iluminadas para as redes de pesca e permitir que os peixes menos desenvolvidos possam escapar, evitando o problema do desperdício na actividade.

 

Um designer britânico venceu o prestigiado prémio internacional por ter criado uma rede que permite uma pescarias sustentável, prevenindo que os peixes mais pequenos fiquem retidos nas redes. Dan Watson desenvolveu um sistema baseado numa série de anéis de escape, adaptados às redes de pesca. Estas redes podem ser uma resposta ao problema controverso de desperdício da actividade piscatória, que captura colateralmente os peixes mais pequenos que são deitados fora e que reduz o desenvolvimento das reservas de peixe.

O recém graduado do The Royal College of Art irá receber o prémio James Dyson que reconhece e premeia designs imaginativos que solucionam problemas globais. 

Os anéis de escape permitem construir redes seguras, tendo sido desenvolvido com base no comportamento de escape e na fisiologia dos peixes. Os peixes pequenos e médios em situações de stress nadam para cima, enquanto os peixes grandes nada para baixo. A rede foi desenhada para que os peixes mais desenvolvidos sejam capturados enquanto os mais pequenos têm saídas de emergência iluminadas.

 

Fonte: Guardian

Famílias chinesas com todas as suas coisas em uma única foto por Huang Qingjun

Mäyjo, 30.12.13

Tente colocar mentalmente todas as suas coisas alinhadas. Alguns podem reunir apenas alguns potes e cobertores, enquanto outros provavelmente não conseguiriam colocar tudo o que possuem num estádio. 

 

O fotógrafo chinês Huang Qingjun explora este tema na sua série de fotos chamada "Jiadang", ou "Coisas de Família".

Durante os últimos 10 anos, Huang tem viajado por comunidades rurais da China e capturado imagens de famílias com seus pertences domésticos cuidadosamente dispostos ao ar livre, geralmente em frente de suas casas. Com este projeto, Huang procura retratar a vida de pessoas que vivem em áreas rurais remotas, longe de grandes cidades onde a riqueza é o fator social mais importante. Suas fotos mostram a simplicidade das necessidades básicas das pessoas: a maioria deles tem algumas cadeiras, gavetas, baldes e vasos. No entanto, também podemos ver o impacto da modernização, pois quase todas as famílias são proprietárias de uma televisão por satélite, um DVD ou um telefone.

Como o fotógrafo diz: "a maioria das pessoas pensou que o que eu estava propondo não era normal. Quando eu expliquei que eu queria tirar uma foto, que envolveria levar tudo para fora de sua casa e arrumá-lo lá fora, tive que dar um monte de explicações. Mas quase todos eles, quando perceberam o que eu estava tentando fazer, entenderam o ponto de vista."

Agora Huang Qingjun está a considerar uma nova abordagem em que apresenta retratos de classes mais altas da China.

 

Website:  huangqingjun.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pesca de arrasto altera o relevo dos fundos marinhos

Mäyjo, 29.12.13

Em apenas quatro décadas, a pesca de arrasto modificou radicalmente o fundo dos oceanos. Esta é a conclusão de um estudo publicado na revista Nature, realizado por investigadores da Universidade de Barcelona.

Uma equipa de investigadores do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) da Universidade de Barcelona analisou os efeitos da pesca de arrasto no fundo marinho, no talude continental superior entre 200 a 900 metros. Os resultados demonstram que o arrasto alterou a dinâmica natural dos sedimentos e simplificou a morfologia subaquática original.

Este estudo foi realizado no nordeste da costa da Catalunha, no desfiladeiro submarino de La Fonera, também denominado de Palamos. A equipa utilizou vários equipamentos oceanográficos para medir a suspensão de sedimentos marinhos, causada pelo efeito de arar exercido pelo arrasto.

Os investigadores descobriram que as principais alterações ocorrem em áreas submarinas da atividade da frota de arrasto. As áreas não frequentadas por esta frota mantêm o seu relevo natural, mais irregular.

O arrasto de redes no fundo marinho levanta as finas partículas que formam o sedimento superficial. “Os sedimentos tendem a ficar em suspensão (…) e a mudar para áreas mais profundas, contribuindo para a erosão e remodelação da grande inclinação”, explica Pere Puig pesquisador do CSIC, que trabalha no Instituto de Ciências Marinhas de Barcelona.

Miquel Canals, professor de Geologia Marinha da Universidade de Barcelona, explicou que o arrasto converte ateua as diferenças de relevo dos fundos marinhos, o que é acompanhado de uma redução da rugosidade de fundo", explica Miquel Canals, professor de Geologia Marinha da Universidade de Barcelona.

As consequências deste método pesqueiro são diversas. Enquanto nalguns lugares do mundo, arrasam espécies, como corais de águas frias, “nos fundos sedimentares, algumas espécies comerciais, pelo menos nas nossas águas, não parecem ser afetadas de forma crítica”, referiu Joan Empresa Batista, investigador do Instituto de Ciências do Mar de Barcelona.

 

Para aceder ao resumo do artigo clique aqui.

 

Fonte: www.elmundo.es

 

in: Naturlink

Pescadores chamados a agir para reduzir as capturas acidentais de aves e mamíferos marinhos no mar português

Mäyjo, 29.12.13

Vão ser distribuídos gratuitamente manuais de boas práticas para evitar a captura acidental de aves e mamíferos marinhos aos pescadores de pesca local e costeira a operar em Portugal Continental. Estes manuais foram produzidos pela equipa do projeto MarPro que envolve diversas instituições nacionais.

Os pescadores que desenvolvem a sua atividade nas águas costeiras de Portugal Continental podem agora contribuir voluntariamente para a redução das capturas acidentais de aves e mamíferos marinhos. Portugal dá, assim, novos passos para a redução das capturas acidentais de aves e mamíferos marinhos com a produção dos primeiros manuais de boas práticas para artes de pesca a operar em águas lusas. Pequenas alterações podem reduzir substancialmente a captura acidental de espécies em perigo, como é o caso da pardela-balear e do bôto.

Os Manuais de Boas Práticas para evitar a captura acidental de aves e mamíferos marinhos vão ser distribuídos gratuitamente a todos os pescadores de pesca local e costeira a operar em Portugal Continental. Os manuais para Cerco, Palangre de fundo, arte de Xávega, Arrasto têm como objetivo incentivar os pescadores a adotarem um conjunto de medidas no sentido de aproximar cada vez mais a pesca nacional de uma atividade sustentável.

Golfinhos, baleias, focas, aves e tartarugas marinhas são espécies não-alvo da pesca, por vezes capturadas acidentalmente e devolvidas ao oceano, mortas ou feridas. Esta captura acidental é um problema global que resulta em desperdício de tempo e dinheiro para as frotas de pesca. Por outro lado é também uma ameaça para a sustentabilidade do ambiente marinho podendo contribuir para odeclínio de algumas espécies, facto que se torna de extrema preocupação quando se tratam de espécies em perigo de extinção.

A captura acidental de aves e mamíferos marinhos em artes de pesca é um  problema real e bem documentado. Em Portugal, e no âmbito do projeto MarPro, co-financiado ao abrigo do programa LIFE+ da União Europeia, investigadores e técnicos especializados estão a testar novas soluções que permitam reduzir o número de capturas acidentais. A compilação e seleção de diversas medidas, de comprovada eficácia noutros locais do mundo, foram adaptadas à realidade portuguesa e estão distribuídas por 5 Manuais de Boas Práticas que poderão ser utilizados pelos pescadores que operam na costa nacional.

O setor da pesca é um elemento chave na diminuição das capturas acidentais de espécies ameaçadas, sendo determinante a cooperação entre organizações de pescadores, investigadores, entidades públicas e não governamentais para a conservação da natureza. Os presentes manuais não são uma imposição legal, visto que soluções aplicadas voluntariamente pelos pescadores têm tendência a perdurar no tempo, produzindo melhores resultados.

Catarina Eira, coordenadora do projecto MarPro refere que “reduzindo as interações entre as pescas, golfinhos e aves marinhas, evitam-se também as perturbações para a própria pesca, seja por danos nas artes de pesca e no pescado capturado, seja pelo tempo acrescido em manobras para libertar os animais presos na rede”. Acrescentando ainda que “para garantir a sua
sustentabilidade, a pesca deve cumprir práticas que evitem a morte acidental de cetáceos e aves marinhas”.

“A implementação dos manuais de boas práticas está em total consonância com a gestão integrada e participada das pescarias, princípios consagrados na nova Política Comum de Pescas e também orientadores da Estratégia Nacional para o Mar” salienta Alexandra Silva, da equipa do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) um dos parceiros no MarPro. “Para manter o equilíbrio é fundamental ter em conta não apenas os recursos alvo da pesca, mas os ecossistemas marinhos no qual se integram; os pescadores têm capacidade de influenciar este equilíbrio e são também os principais interessados em mantê-lo”.

“A Europa é uma das regiões que necessita uma ação urgente” afirma Iván Ramírez, Coordenador do Programa Marinho da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA). “Apesar de termos factos que confirmam a captura acidental de milhares de aves marinhas todos os anos, tem sido extremamente difícil ter apoio directo da União Europeia e da maioria dos Estados Membros
para ter uma ação eficaz que permita a mitigação da captura acidental de aves marinhas no terreno. Não podemos esperar mais tempo, e esperamos que este importante passo dado em Portugal, contagie os restantes Estados Membros.” 


in: Naturlink

Cratera gigante de gás arde há mais de 40 anos no Turquemenistão

Mäyjo, 28.12.13

Cratera gigante de gás arde há mais de 40 anos no Turquemenistão (com FOTOS)

 

Na localidade de Derweze, no Turquemenistão, existe uma cratera gigante de gás que arde desde 1971 e continua a intrigar os cientistas.

A cratera, com cerca de 70 metros de diâmetro, foi originalmente um local plano. Porém, em 1971, aquele local foi identificado por um grupo de cientistas soviéticos como uma reserva de petróleo. Um acampamento e uma sonda de perfuração foram então montados perto do local identificado.

Porém, as primeiras prospecções não correram bem e solo por debaixo de uma das sondas abateu-se, criando uma cratera gigante, que segundo os cientistas estava a libertar grandes quantidades de metano, um perigo potencial para os habitantes de Derweze. Os cientistas decidiram então que a maneira mais eficiente para resolver o problema seria queimar o metano, acreditando que a combustão deveria durar apenas alguns dias.

No entanto, mais de quatro décadas depois, a cratera ainda arde e atrai milhares de turistas por ano. Os habitantes de Derweze chamaram-lhe “Porta para o inferno. Os cientistas não conseguem prever até quanto é que a cratera vai continuar a arder, uma vez que não se sabe a quantidade de gás que ainda existe no subsolo.

O deserto de Karakum, onde Derweze fica localizada, tem uma das maiores reservas de gás do planeta e o Turquemenistão espera que a taxa de exportação de gás aumente em cerca de 75 milhões de metros cúbicos durante os próximos 20 anos.

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